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L’Abri no Brasil

“Em 1970 eu estudava em L’Abri, uma pequena comunidade de estudo fundada pelo dr. Francis Schaeffer, nas montanhas da Suíça, para onde pessoas de todas as partes do mundo se dirigiam a fim de tentar fazer com que sua vida e suas condições de vida tivessem sentido à luz da verdade cristã. A vida em L’Abri estimulava nossas percepções. Muitos de nós vínhamos de uma formação que nos incentivava a categorizar toda a cultura como algo cristão ou não-cristão, espiritual ou carnal.” (Cristianismo Criativo? - Steve Turner)
Nunca imaginei que ao decidir vir a Jocum para fazer a ETED Comunicadores, Deus na verdade estava me trazendo para uma L’Abri em Curitiba. Um lugar onde somos levados a questionar nossos valores, aquilo que cremos e aprendemos, tudo a luz da Bíblia. Não tenho muito o que explicar, nem quero falar muita coisa agora, porque tudo é muito novo, os questionamentos estão muito fervilhantes na mente e uma chuva de verdades diferentes das minhas ainda ocupa minha mente. É tudo muito bom, tudo muito forte e é muita luz sobre minhas idéias nebulosas. A pergunta que fica aqui é o que fazer com tanta luz? Me vêm a mente o trecho bíblico que diz sobre conhecer a verdade e ser livre por ela. E entendo que não estou muito acostumado com essa liberdade, sem saber direito o que fazer com ela, pra quem falar ou com quem compartilhar. Não sei se estou me fazendo entendido, mas o que me enche de bolhas no estomago é saber que esse é ainda o primeiro de cinco meses de aprendizado e mudanças para toda uma vida.
Mais informações no eted.wordpress.com
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Tags: curitiba, eted
só não participa quem não quer
Alguém conhece um Deus maior que o meu? Alguém conhece outro Deus que se compadeça dos seus filhos e os ame além deles mesmos? Alguém conhece outro Deus que supre todas as necessidades daqueles que declaram confiar em seu amor e cuidado eterno? Estou certo que não!
Nesse tempo de levantamento de sustento pra ETED, eu tenho descoberto uma nova face de Deus: aquele que chama e se responsabiliza. No início meu maior desafio era fazer as pessoas acreditarem no meu chamado e que esse era o tempo de Deus pra mim. Depois veio a fase de ter que deixar o trabalho de cinco anos (com carteira assinada) e decidir trancar a faculdade. E ai veio a fase atual, o DSM, Desenvolvimento de Sócios Ministeriais. E Deus tem me surpreendido. De quem eu mais esperava, ainda não tive apoio. De quem eu nem imaginava, recebi total confiança. E aos poucos as pessoas estão aceitando o desafio de investir em missões através da minha vida (orando, indicando pessoas e compartilhando recursos).
Falta um pouco mais de um mês para o início da escola. Ainda não comprei a passagem e nem paguei a inscrição da escola. Ainda não tenho também o valor completo da mensalidade. Mas dentro de mim existe uma convicção de que Ele continuará suprindo cada uma de minhas necessidades.
Você também pode participar desse projeto. Saiba como aqui.
Outra forma de contribuir
Talvez você não tenha se identificado ainda com nenhuma das formas oferecidas para que você se envolva nesse desafio. Na semana que vem eu vou te oferecer mais uma: lindas camisetas Zot, com renda total revertida para esse projeto. Ainda não sei qual será o preço, nem as cores. As artes estão em fase de finalização. Estou pesquisando os preços de frete para as diversas regiões para que você possa contribuir dai mesmo, de onde você está, sem sair da comodidade do seu lar.
Toh sem dinheiro. Tem mais nenhum outro jeito de participar, não?!
Você desenha? É ilustrador, designer? Faça como meu amigo Jota, sugira uma estampa para impressão em camiseta. Me envia um e-mail ou um comentário aqui mesmo no blog que eu te passo mais informações e especificações de tema, cores e estilo.
Só não participa quem não quer, né! Divulgue essa idéia! Participe!
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perdão você
Tava refletindo sobre graça, depois de ler tanta coisa na blogosfera sobre isso. Li no blog do Thiago Mendanha sobre vingança e fiquei lembrando de algumas coisas que eu vi, vivi e ouvi nesses meus poucos anos de vida.
Lembrei de uma pessoa que eu feri muito uma vez, que com minhas ações egoístas, imaturas e adâmicas eu machuquei, com o agravante que ela (a pessoa) confiava muito em mim. Lembro de que após algum tempo do acontecido eu tentei me reaproximar, com uma esperança de que as coisas poderiam voltar ao que eram antes. Eu estava consciente do meu erro, e resolvi me humilhar e pedir perdão. Fiz isso uma vez… fiz duas vezes… e na terceira meu coração sentiu paz quando ouvi Deus me dizer que eu já tinha feito a minha parte, que Ele já havia me perdoado e que não devia me humilhar para sempre repetindo seguidos pedidos de perdão. Hoje não sinto peso algum de culpa, mas fiquei me perguntando se a ferida tinha sido tão profunda ao ponto de que as insistentes tentativas de reconciliação não surtiam efeito algum na outra pessoa.
E eu fiquei pensando que na verdade o que queremos, quando somos feridos e magoados, é vingança. Não a vingança de “vou te fazer a mesma coisa que você fez comigo”, mas vingança no sentido de senso de justiça própria. É amarrar o outro numa culpa sem perdão, na ilusão de que assim estamos dando ao outro o que ele merece, quando na verdade somos nós que sofremos. “Ele não merece o meu perdão!”, “Ela não merece que eu esqueça o que me fez!”. Um senso de justiça que não imita aquele que nos perdoa todo dia, toda hora, a cada arrependimento, sem limite, sem restrições, graça pura, graça incompreensivel.
Falo minhas as palavras do Ricardo no fotolog dele: “com certeza Ele fecha os olhos pra quem eu fui e pra o que resta disso ainda hoje em mim. Ele olha somente para o que eu sou nEle e para o que ainda posso ser. Por isso ele é bom comigo: por causa dele mesmo.”
Ainda bem que Ele me ama além de mim mesmo, e me perdoa embora eu não mereça.
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lá vou eu!

Chegou hoje! Nesse instante, no meu e-mail. Alguem ainda tinha dúvidas? ETED Comunicadores 2008 lá vou eu!
Almirante Tamandaré - Grande Curitiba-PR | Novembro de 2007
Prezado(a) Elianderson Nicácio
É com grande satisfação que, por meio desta carta, informamos a você que o seu formulário de aplicação para a ETED Comunicadores 2008 foi avaliado e aceito em todos os critérios necessários.
Estamos ansiosos para poder ser parte daquilo que Deus tem para a sua vida durante esse tempo. Nós cremos que você é uma resposta de oração e que sua presença aqui será de grande riqueza para as nossas vidas.
Nós cremos que essa escola busca discernir os planos de Deus para levar cada um à capacidade de servir no Seu Reino, produzindo frutos segundo suas espécies.
Então, seja bem vindo à ETED Comunicadores!
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Envolva-se em missões! Saiba como aqui!
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eu morro, em pernambuco
Cheguei ontem ao meio dia a essa cidade tão… tão… tão agitada, louca e quente, mas que tem um povo apaixonante. Conhecendo pessoas que a muito desajava ver, revendo outras que eu estava com saudade e, acima, trabalhando, porque foi para isso que eu vim. Foi? Será?
Depois de ontem a noite eu tenho minhas dúvidas quanto a real intensão dessa viagem, não falo da minha intenção, mas do propósito de Deus em me trazer aqui. Ontem foi a noite mais fera dos últimos dois ou três meses, o dia em que fui mais ministrado por gente louca, mas que ama a Deus acima de tudo. O papo com Miriam e Vanessa foi ótimo, show de bola, mas conversar com Daniel logo mais, até altas horas da madrugada, foi forte demais pra mim. Conversamos sobre como, muitas vezes, seguir a Deus e fazer a sua vontade era confrontador e quanta morte essa decisão exigia.
“Quer ser igual aos outros? Quer ir junto com a turma? Pode ir, mas você sabe que não vai ser saciado, logo vai voltar vazio, sem mim e pra mim!”, Deus uma vez disse a Daniel. E eu quieto na cama, ouvindo tudo e sentindo o meu estomado todo remexido. Não seria possível! Mas eu achava que eu era o único confrontado na escolha entre ser igual ou simplesmente aceitar que os chamados são diferentes, pensam diferente, sonham diferente. Não são aceitos, não são compreendidos, não recebem apoio das pessoas que ele ama, são solitários, entram em crise por não entender, simplesmente, porque ele não é feliz sendo igual a todo mundo. E isso é morte, morte pra minha própria vontade.
Eu morro mais um pouquinho aqui, morri um pouquinho mais ontem e vou morrer mais nesses próximos dias. Porque sem Ele eu morro, com Ele eu morro também. Entre morrer com ou sem Ele, eu prefiro morrer com Ele. E eu fico aqui, morrendo em Pernambuco.
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