a montanha e as máscaras

Hoje, enquanto conversava com o Luna, eu lembrava de um tempo que me envergonho. Foi um tempo onde eu era o rei das máscaras. Ninguém sabia, nem via, mas eu não estava nada bem, dentro de mim só restava o vazio do pecado. Mas para todos a minha volta estava tudo muito bem.

“Oh, menino! Porque você não é como Elianderson, hein?”

“Meu Deus, queria tanto que meu filho fosse como você!”

Pra todo mundo essas palavras poderiam soar como algo bom, e até soaram pra mim na época. Mas com o tempo elas apenas serviram de peso e base pra acusação contra a minha vida. Porque eu não era nada daquilo que as pessoas falavam de mim. Foi preciso que Deus me levasse ao fundo do meu poço pra que eu entendesse quem eu era realmente. E no final do poço, não há nada além de lama, mal cheiro e escuridão. Minhas máscaras não tinham poder diante de Deus, elas eram transparentes. Minhas desculpas, meus argumentos, nada me escondia dEle. Lá eu me reconheci, olhei para mim mesmo e chorei, porque eu não era nada daquilo que eu demonstrava ser. Pouco a pouco, fui descobrindo em mim coisas que eu nunca imaginava ter. Orgulho, inveja, sentimentos de inferioridade, rejeição profunda e um vazio muito além da dimensão que, exteriormente, demonstrava ter.

E foi nesse momento que eu descobri que eu não era nada sem o meu Deus. Que eu não tinha nada se Ele não me desse. Que o seu perdão, graça e misericórdia eram tudo que eu precisava. E eu vi que na verdade Ele era a minha única herança.

Aos poucos tenho desaprendido a usar máscaras. Hoje elas não se encaixam com tanta perfeição no meu rosto mais. Pois quanto mais eu conheço a Deus, mas reconheço minhas falhas e defeitos.

Lembro de algo que minha mãe me falou um dia, enquanto viajamos de carro pra casa dos meus avós, nas férias. Eu olhava para as montanhas e achava elas tão pequenas, parecia que com um só passo eu poderia transpor cada uma delas sem o mínimo esforço. E minha mãe falou: “Tá vendo aquelas montanhas, filho?! De longe elas parecem pequenas, mas de perto são enormes. Assim mesmo acontece com Deus. Quando estamos distantes Ele parece alguém desprezível, sem valor. Mas quanto mais nos aproximamos percebemos o seu tamanho e a sua importância. E ai reconhecemos que, na verdade, pequenos somos nós”.

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Sobre Elianderson Nicácio

Meu nome é Elianderson Nicácio. Tenho 25 anos e a mais de seis anos trabalho como designer, tendo experiências tantos como webdesigner (desenvolvimento de sites) quanto como designer gráfico (material impresso), trabalhando com empresas em Alagoas e na Bahia. Sou estudante de Publicidade e Propaganda e atualmente integro a equipe de criação da SX Brasil Comunicação Digital.

Uma resposta para “a montanha e as máscaras

  1. Jeff

    A hora da morte é o momento em que caem os véus e brilha a verdade. Creio que esses momentos doloriiiidos pra gente são mortes gradativas, quando a intenção é descascar até que fique a verdade. Como tudo o que temos aprendido, é necessário.
    É necessariamente nesses momentos que descobrimos que Jesus não ressuscitou sozinho. Ele precisou da força de Deus e do Espírito Santo para voltar a viver. Lição pra gente! Ele é tudo o que precisamos, tudo se resume nele e em nada mais. O mesmo Deus que ressuscitou a Jesus nos ressuscitará pelo seu poder, a cada vez que morrermos.

    É nisso que tenho confiado. Agora sim as mortes não me causam medo.

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“Mais cedo ou mais tarde você irá perceber, assim como eu percebi, que há uma diferença entre conhecer o caminho e andar por ele.” Morpheus (Matrix)

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