estratégias ultrapassadas

pantomima3

Quando pensei em vir a Jocum imaginei que muita coisa mudaria em meu modo de ver as coisas, que eu seria curado das minhas dores e que Deus daria direção para o meu ministério. Tudo isso tem acontecido, só que numa proporção e sob uma ótica que eu não imaginava. Chegando aqui eu descobri que eu não sou o centro, que o meu próximo deve ser o principal alvo de minha preocupação. Mais do que isso: descobri que meu modo de ver missões, evangelização, o “ganhar almas”, estava muito, mas muito a quem da realidade do mundo que vivemos.

Hoje vejo o quanto nós como igreja estamos alienados com relação ao mundo ao nosso redor. Não entendemos o grito de nossa geração porque simplesmente não paramos para ouvi-la. É mais cômodo nos encondermos em nossas igrejas, “fugindo do pecado” e não nos relacionando com “os pecadores”. Quanto preconceito, cegueira e religiosidade. Onde estão os profetas do nosso tempo? Onde estão aqueles que ouvem e entendem o grito da nossa geração?

Durante uma das aulas, um professor falou de algo que ficou martelando em meu coração. Quem vai alcançar essa moçada que passa o dia inteiro trancada em uma quarto, em seus jogos de computador, suas amizades virtuais e quase nenhum contato com o mundo fora das suas quatro paredes? Alguns deles só se encontram com os seus amigos virtuais pessoalmente quando decidem tirar sua própria vida, por entender que ela não vale mais a pena. De que maneira nossas “estratégias de evangelismo” alcançarão essas pessoas? Teatro de pantomima? Entrega de folhetos/panfletos? Impactos de rua? Pregações e gritos a plenos pulmões em praça pública? Concentração de adoração? Tá na hora de repensar o modo como revelamos o reino de Deus ao nosso próximo.

Uma dica: relacionamentos!

texto postado em “ETED Comunicadores“, blog-diário.

mais do que palavras

digaaomundo

Assistindo a aula de cinema, ouvi algo muito interessante e que me fez pensar. Imagina um filho que saiu de casa para curtir o mundo, curtir a vida, sem limites morais. Um dia ele decidiu voltar pra casa e, declarando seu amor ao pai, reconhece todos os seus erros. O pai, demonstrando todo o seu amor , o perdoa e diz: “Agora vá e conte ao mundo sobre o meu amor”. E o filho continua falando: “Pai, eu te amo! Pai, eu te adoro! Pai, você é tudo pra mim!”. O pai ouve tudo, agracede e diz: “Eu sei filho, mas vai, conta ao mundo!”. Mas o filho não para de declarar o seu “amor”. Alguem sabe do que eu estou falando? Quem? Ali atrás, alguem disse “mantra gospel”? Hein? Alguem mais?

L’Abri no Brasil

eted

“Em 1970 eu estudava em L’Abri, uma pequena comunidade de estudo fundada pelo dr. Francis Schaeffer, nas montanhas da Suíça, para onde pessoas de todas as partes do mundo se dirigiam a fim de tentar fazer com que sua vida e suas condições de vida tivessem sentido à luz da verdade cristã. A vida em L’Abri estimulava nossas percepções. Muitos de nós vínhamos de uma formação que nos incentivava a categorizar toda a cultura como algo cristão ou não-cristão, espiritual ou carnal.” (Cristianismo Criativo? – Steve Turner)

Nunca imaginei que ao decidir vir a Jocum para fazer a ETED Comunicadores, Deus na verdade estava me trazendo para uma L’Abri em Curitiba. Um lugar onde somos levados a questionar nossos valores, aquilo que cremos e aprendemos, tudo a luz da Bíblia. Não tenho muito o que explicar, nem quero falar muita coisa agora, porque tudo é muito novo, os questionamentos estão muito fervilhantes na mente e uma chuva de verdades diferentes das minhas ainda ocupa minha mente. É tudo muito bom, tudo muito forte e é muita luz sobre minhas idéias nebulosas. A pergunta que fica aqui é o que fazer com tanta luz? Me vêm a mente o trecho bíblico que diz sobre conhecer a verdade e ser livre por ela. E entendo que não estou muito acostumado com essa liberdade, sem saber direito o que fazer com ela, pra quem falar ou com quem compartilhar. Não sei se estou me fazendo entendido, mas o que me enche de bolhas no estomago é saber que esse é ainda o primeiro de cinco meses de aprendizado e mudanças para toda uma vida.

Mais informações no eted.wordpress.com

“Mais cedo ou mais tarde você irá perceber, assim como eu percebi, que há uma diferença entre conhecer o caminho e andar por ele.” Morpheus (Matrix)

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