Voz pela vida

Recentemente fiquei pensando em como somos uma geração sem ideais pra lutar. Estamos na era do individualismo, onde identificamos coisas das quais não concordamos, mas dificilmente fazemos alguma coisa para lutar contra. Esse não é uma discussão nova e na verdade isso já me incomodava a algum tempo.

No final de Junho assisti o documentário “Hakani”, um filme que falava sobre a questão do infanticídio entre os índios brasileiros. Segundo a cultura indígena, crianças com deficiências, gêmeas ou aquelas que não se desenvolvem como as outras, devem ser enterradas vivas por seus próprios pais. O filme foi todo encenado pelos próprios índios, cada um falando na sua própria língua (e esta disponível para download no site www.hakani.org). Hakani, que dá nome ao documentário, é o nome de uma índia que foi adotada por um casal de missionários que hoje luta, juntamente com os índios, pelo direito a vida para essas crianças.

Para o deputado Francisco Praciano (PT – AM) “a declaração dos direitos humanos não vale pra índio”. Junto com ele está a FUNAI que acredita que interferir nessa prática é interferir numa cultura cheia de significados.

“O Brasil condena a mutilação genital de mulheres na África, mas permite a violação dos direitos humanos nas aldeias. Aqui, só é crime infanticídio de branco”, diz o deputado Henrique Afonso (PT-AC), que apresentou um projeto de lei que prevê pena de um ano e seis meses para o “homem branco” que não intervier para salvar crianças indígenas condenadas à morte. O projeto classifica a tolerância ao infanticídio como omissão de socorro e afirma que o argumento de “relativismo cultural” fere o direito à vida, garantido pela Constituição.

Quero convidar a Blogosfera Cristã a tomar parte dessa luta junto comigo. Baixe o filme, chame os amigos pra assistir em sua casa. Faça o download do folheto e distribua no trabalho, entre os amigos de colégio/faculdade. Envie mensagens exigindo aos deputados que a lei seja votada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Acesse o site, se informe melhor e multiplique a sua voz. As trevas não têm culpa de serem trevas, a luz tem culpa de não brilhar nas trevas. Faça a sua parte!

Site da campanha:
www.hakani.org

Ong Atini:
www.atini.org

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Sobre Elianderson Nicácio

Meu nome é Elianderson Nicácio. Tenho 25 anos e a mais de seis anos trabalho como designer, tendo experiências tantos como webdesigner (desenvolvimento de sites) quanto como designer gráfico (material impresso), trabalhando com empresas em Alagoas e na Bahia. Sou estudante de Publicidade e Propaganda e atualmente integro a equipe de criação da SX Brasil Comunicação Digital.

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“Mais cedo ou mais tarde você irá perceber, assim como eu percebi, que há uma diferença entre conhecer o caminho e andar por ele.” Morpheus (Matrix)

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