eu tive toc na infância


É engraçado observar que parte dos cacoetes de infância são sintomas claros de que eu tive TOC, o chamado Transtorno Obsessivo-Compulsivo. O TOC é uma doença em que a pessoa revela comportamentos que podem parecer absurdos ou ridículos para a própria pessoa e para os outros, mas que são incontroláveis, repetitivos e persistentes. Eu não tive TOC do tipo que atrapalhou a minha vida, mas eram coisas estranhas e até engraçadas. Minha mãe vivia brigando comigo (“Meu filho, pare com isso!”) e eu me chateava quando ela pedia para eu não fazer algo que para mim tinha que ser feito.

A mania de eco (a mania de eco)
Eu sempre repetia a frase que havia acabado de falar. Na repetição eu falava em voz baixa, mas as pessoas viam minha boca balbuciar. Era uma espécie de verificação pra saber se eu tinha falado a frase corretamente, não sei, algo assim. Agora que descobri que essa mania tem nome, é a chamada Palilalia.

Parte igual para todos
Se eu mastigasse dez vezes de um lado da boca, tinha que mastigar mais dez do outro lado. Para evitar repetir eu dividia a comida para os dois lados da boca e mastigava por igual, “para nenhum dos lados ficar com raiva”. Eu ficava com uma bochecha de Kiko, mas tudo bem. Isso as vezes acontecia também com movimentos do meu corpo. Se por algum motivo eu sentisse que estava batendo o pé direito mais forte que o esquerdo, eu compensava no próximo passo, e seguia igualando o peso do corpo para não deixar “nenhum lado com raiva do outro”. Que ridículo…

Step by step
Mania de organização é uma coisa que tenho até hoje, mesmo nos meus trabalhos com web. Se tiver 30 pixels de um lado do botão, tem que ter 30px do outro lado também. Quando eu andava com alguém sempre tinha que igualar os meus passos com o da pessoa. Os amigos que queriam me irritar faziam o jogo de repetir o passo com a mesma perna só pra atrapalhar. Se a calçada era feita de vários quadrados, a caminhada deveria ser uniforme: se comecei pisando dentro do quadrado, tinha que pisar apenas dentro do quadrado até o fim da calçada. O mesmo valia para pisar apenas na linha.

Outras manias
– pentear as sobrancelhas com as mãos;
– morder os lábios;
– arrancar gravetos de árvores e ficar quebrando em pedacinhos;
– arrumar a comida no prato (e deixar ele limpo no final);
– arrumar as cédulas na ordem, por valor e na mesma posição.

A maioria dessas manias foram embora no início da adolescencia, permanece apenas a mania de simetria nos meus trabalhos de design. Mas se você acha que eu era maluco, pesquise mais sobre TOC e descubra cacoetes que você não vai acreditar, tais como a Coprolalia, uma tendência involuntária de proferir palavras obscenas ou fazer comentários inadequados sem motivo nenhum de maneira incontrolável (nem vou citar exemplos hauahaua).

E você tinha (ou tem) manias também? Confessa ai nos comentários, vai! Eu sei que, assim como eu, você não é maluco!

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como pagar mico numa formatura

Fui eu quem me ofereci. Brinquei com a Viviane que poderia ser seu par no baile de formatura, visto que até a data ela não teria tempo de arranjar um namorado mesmo. E ela topou a idéia. No dia mesmo ela entrou e fez todas as honrarias com o seu pai (nada mais justo) e eu fiquei pra dançar a segunda valsa.

Se tem uma coisa da qual eu entendo é de valsa (ô, coisa difícil!). Já dancei umas dez vezes. Tá bom que foram quase todas em formaturas do ABC quando eu tinha por volta de nove ou dez anos, mas eu era bem popular com as meninas da minha idade (excluindo da lista as vezes que dancei com minhas irmãs). Tá bom, eu não era tão popular assim, mas dancei algumas vezes.

Sendo assim, não haveria problema algum em dançar a segunda valsa, certo? Errado! Existe algo que alguns chamam de “surpresa da organização do baile de formatura” e que eu chamaria de “palhaçada pra fazer ex-assembleianos, como eu, pagar mico”. O fato é que só na hora que eu fui pra pista é que avisaram que não seria uma valsa, mas sim uma dança regional: forró! E eu lá sei dançar forró? Alguém me ensinou isso na EBD quando eu era criança? Eu por acaso participava das “festas idólatras” (valei-me Cristo!) de São João da escola?

E foi o maior mico do mês, que dirá do ano. Foi muito engraçado. Porque nem eu, nem a Vivi sabemos dançar ‘nada’. Eu tentei arrumar as coisas ditando no ouvido dela o velho “dois pra lá e dois pra cá, Vivi!”. Ficamos rindo tanto que não foram poucas as vezes que tivemos que recomeçar a ‘contar os passos’, visto que a confusão estava montada sob os nossos pés (ora um estava por cima, ora por baixo, um pisando o pé do outro). Mas como tudo vale a pena se a alma não é pequena, aqui guardo mais uma história pra contar pros meus filhos, com direito a foto pra provar a veracidade dos fatos.

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Texto em homenagem a Viviane, uma mulher folclórica. Parabéns pela formatura e pelo dia da Secretária.

as dificuldades delas em nos entender

O significado real das dez maiores desculpas para terminar um relacionamento

“Estou numa crise comigo mesmo. Tenho que respirar.”
Tradução: Você é a minha crise. Suma e minha vida vai melhorar, acredite.

“Você vai ficar melhor sem mim. Juro. Vai encontrar um cara à sua altura.”
Tradução: Já encontrei uma mulher à minha altura. Bye. Sorry. Chispa.

“Vamos apenas dar um tempo. Quem sabe em breve nos reencontremos. E para sempre.”
Tradução: Saindo daqui vou deletar seu número da agenda do meu celular. Até nunca mais.

“Tenho uma coisa pra te dizer nesta conversa final: você é uma guerreira incrível.”
Tradução: Pegue suas armas e vá guerrear longe de mim.

“Tenho que ficar sozinho um tempo. Sou um cara solitário. Não sou boa companhia para ninguém. Você sabe.”
Tradução: Olha, ficar com você é o pior tipo de solidão.

“Nós vamos sempre nos amar, acredita. Apenas de uma maneira diferente. A distância vai evitar que o nosso amor se desgaste.”
Tradução: Faz tempo que não sinto mais nada por você exceto tédio. Quero você o mais longe de mim possível.

“A gente perdeu aquela chama. Só a distância pode reacender aquele nosso fogo.”
Tradução: Agora vejo você pelada e é como se estivesse vendo minha mãe.

“No Grande Plano Cósmico, no Infinito Espiritual, estaremos sempre juntos. Nada vai nos separar.”
Tradução: Mas aqui na velha e boa Terra quero você bem longe.

“Eu abafo você. Você vai crescer como mulher sem mim Fica sossegada.”
Tradução: Cresça e desapareça.

“O problema sou eu.”
Tradução: Meus problemas acabam agora que me livrei de você.

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Tenho que confessar, já disse uma das frases a cima. A tradução bateu corretamente.

Fonte: O homem sincero

só de sacanagem

“Interrompemos a nossa programação, só de sacanagem, para transmitir o horário eleitoral gratuito”, como costuma dizer a galera do Casseta e Planeja. Eleição é coisa séria, mas horário político é palhaçada, pra fazer raiva ou fazer rir. Aqui em Maceió então nem se fala, o que tem de candidato com nome surreal não tá no gibi. São 5 candidatos a prefeito e 287 para vereador, só na capital. Aqui tem de tudo, desde o ‘Célio do INSS’ ao ‘Tony Chicuta’. E tem mais: Fuscão, Pau na Máquina, Braulio, Zé Mocó, Gola, Chaves, Porcino, Geléia, Abacate, Vida Loka, Levino Xiu,  Zé Pretinho e o internacional Jhôw Maclary.

Mas engraçado mesmo é o vídeo da candidata Solange Jurema, embora ela nem apareça. É apenas um ataque ao candidato Cícero Almeida, que tá disparado nas pesquisas (81% contra 6%). Ataque? Não, não, acho que a intenção era mesmo fazer o povo todo rir… do ridículo! Assista você mesmo.

Ah, Ciço é o nome ‘carinhoso’ pro atual prefeito Cícero Almeida, candidato a reeleição.

“Homi, cadê tú Ciço! Rapái, apareça!” Hauahauahauhaua

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Conheça o seu candidato. Saiba mais sobre ele no site do TSE clicando aqui.

antes e depois da fama

Da série “Você já foi mais humilde”.

Nada que uma escova definitiva, uma chapinha sempre a mão, maquiagem e sobrancelhas bem feitas não resolva. E viva os metrosexuais!

Da série “Eu vi isso na EBD”:

“Pr. Marco teve um sonho profético.
Ele vê uma igreja no céu e pessoas de
todos os tipos sendo recebidos por anjos.
Clique aqui e receba uma cópia na integra”

Hein?

“Mais cedo ou mais tarde você irá perceber, assim como eu percebi, que há uma diferença entre conhecer o caminho e andar por ele.” Morpheus (Matrix)

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