do tempo que televisão era pecado

Fiquei lembrando outro dia do tempo que televisão era pecado. Na verdade mesmo pecado era ver programações que não edificavam em nada, mas ninguém nunca disse isso no púlpito, apenas diziam que “a caixa preta do diabo não podia entrar na casa de um crente”. Isso foi de um tempo que ninguém discutia o que era certo ou errado, mas simplesmente ditavam as regras, os limites, até onde você podia ou não ir. Porque isso não existe mais hoje, né!? Nããããão!

Eu conversava com alguém sobre a dura realidade da minha antiga igreja, onde tantos jovens tinham a vida sexual ativa mesmo com todas as proibições. Ninguém nunca explicou porque não podia, simplesmente era pecado e pronto. Ninguém nunca falou abertamente o porque valia a pena se guardar para o momento certo, era simplesmente pecado antes do casamento. Aprendemos o que não podíamos fazer, mas não sabíamos exatamente o porquê. E dai viramos um monte de alienados que não sabíamos nem explicar aos amigos porque não fazíamos as coisas. Perguntado na escola porque não podíamos, por exemplo, jogar futebol a resposta mais fácil sempre foi o “não se assentar na roda dos escarnecedores”. Opa, então eu estava dizendo que meu amigo era um ‘escarnecedor’? Não, eu não podia dizer isso… então era melhor desconversar e mudar de assunto. Acho que na verdade era “difícil demais” pra liderança ensinar para os crentes a ter os frutos do espírito e não se matarem durante um jogo, já que essa era uma outra justificativa pra proibição (ou a que fazia mais sentido pra mim).

Já presenciei um monte de situações interessantes sobre o que era pecado e depois deixou de ser. Ai o neguinho fica maluco, né! Porque deixou de fazer um monte de coisas na vida porque falaram pra ele que era pecado, agora ele olha e vê o outro fazendo, feliz da vida, sem perder em nada a sua intimidade com Deus. Meu avô mesmo taxava de anti-bíblico pintar a cara de branco pra fazer teatro. Dizia que era a modernidade entrando na igreja e que a bíblia falava sobre o crente não usar máscaras. Não julgo meu avô, embora que sempre achei engraçado. Mas ele foi apenas mais um que foi ensinado a não questionar. Pensar, em alguns lugares, ainda é pecado.

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sou feliz por ser cristão

Nos últimos meses muitos conceitos religiosos que eu carregava tem perdido valor. Um exemplo disso foi a pregação de um padre carismático na Canção Nova (comentado num post do blog da Cibele). Fiquei impactado com o conteúdo da pregação, com a palavra viva e cheia de exortação (com amor) do Padre Fábio. Isso me deixa muito feliz pelos católicos, porque vemos nascer um modo diferente de cristianismo entre eles, algo que deixa de colocar Cristo em segundo-plano na vida, como o fazem muitos católicos… e evangélicos também, vale a pena citar. Isso é algo que muita gente já vem orando. Outra vez ouvi num congresso alguem que dizia orar por um avivamento na igreja católica, e isso não significava dizer que eles precisariam procurar a “igreja evangélica mais próxima”, e sim que lá dentro mesmo muita coisa começaria a mudar. E isso tem acontecido, graças a Deus!

Mas também existe um movimento pró-católico, uma coisa meio “sou católico e sou feliz”, algo como que para convencer os mais incrédulos da igreja romana (ou os que se posicionam contra ela). A gente tá mesmo fazendo guerra de católicos e evangélicos no Brasil ou é impressão minha? Talvez só agora eu tenha caido na real. Parece que não vivemos em prol do Reino de Deus e sim de provar quem é a “única e santa igreja de Cristo”.

Gosto das Crônicas de Narnia. Ali tem mais conceitos perfeitos de Reino de Deus por segundo do que muitos filmes “cristãos”. E uma mensagem que ficou muito forte em meu coração ao assistir o último filme é que um reino dividido não vence ninguem. Estamos lutando entre nós enquanto o verdadeiro inimigo ri da nossa cara. Não tô falando que a solução é o ecumenismo, tô mais pra “vou ler a bíblia e fazer o certo” sem me importar se estou ganhando ou perdendo fiéis pra minha ‘instituição’. Acho que Jesus faria assim…

oração pela conversão da valadão

Os católicos estão orando e criando campanhas de oração. Existe um movimente acontecendo na blogosfera católica, a “Campanha por Conversões”. Ela consiste em “incentivar os participantes a, ao menos uma vez por mês, oferecer um terço pela alma de alguém, na intenção de sua conversão à Única e Santa Igreja de Cristo”.

Os alvos de oração são chamados de “caminheiros”, na intenção de que eles façam o caminho de volta para Roma. “Todo mês os visitantes serão incentivados a rezar ao menos um terço por uma determinada alma. A princípio buscaremos aqueles que já mostraram alguma simpatia, mesmo que mínima, para com a Verdade, com o intuito de facilitar a abertura de seus corações e agilizar suas conversões”. A ‘caminheira’ do mês, a primeira que inaugura a campanha, é ninguem menos que a Valadão. Segundo alguns argumentos deles, ela mesmo já se mostrou inclinada a essa conversão, eles estão apenas dando uma forcinha.

Mais informações, acesse os endereços a baixo. Ah, vale a pena ler os comentários dos posts. O do Paulo tá ótimo (isso se o comentário for liberado).

Blogocop – um terço, uma conversão
O Possível e O Extraordinário – pela conversão da Valadão

“Mais cedo ou mais tarde você irá perceber, assim como eu percebi, que há uma diferença entre conhecer o caminho e andar por ele.” Morpheus (Matrix)

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