telefone como bem de herança

Estive lembrando do tempo que linha telefonica era bem passado de pai para filho como herança. Lá em casa mesmo demoramos muito para ter a nossa própria linha. Nosso primeiro telefone era alugado, parece até piada, mas quem tem mais de 20 anos, pelo menos, sabe bem que isso é verdade. Não tinha teclas, era daquele de girar os números, cinza, redondo. Ter uma linha telefônica não era coisa pra qualquer pessoa. Quando instalaram o telefone lá em casa foi uma festa, mas festa maior mesmo era ver o bichinho tocar e correr pra atender. Quem chegava primeiro tinha a emoção de falar “Alô? Quem tá falando?”, e quando a corrida empatava a briga com minhas irmãs só era interrompida quando minha mãe intervinha tomando o telefone de nossas mãos e falando com a pessoa que do outro lado não entendia o motivo de tamanha discursão. Mas voltando ao aluguel, meu pai pagava caro pela linha telefonica. Não sei exatamente o valor, mas sei que embora sendo caro ainda era mais rentável do que comprar a própria linha, que depois de solicitada era preciso entrava numa fila enorme de espera para ter a sua. Não sei se tô exagerando, mas acho que existia até uma espécie de consórcio pra isso… enfim, naquele tempo tinha consórcio pra tudo. (Alguém lembra dos consórcios da Sharp?)

Hoje em dia não se assuste se em menos de 24h após o pedido a sua linha estiver instalada e funcionado. Na casa da minha tia instalaram o telefone em pleno feriado. O processo hoje é o contrário: rápido pra instalar, difícil demais pra cancelar.

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“Mais cedo ou mais tarde você irá perceber, assim como eu percebi, que há uma diferença entre conhecer o caminho e andar por ele.” Morpheus (Matrix)

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