mudei por dentro pra mudar por fora

Pra inaugurar o novo layout do blog, algumas frases que hoje fazem todo sentido, mas ontem não passavam de combinações bonitas de palavras.

“Não me digam como o mundo deveria ser, eu sei que as coisas estão erradas, mas quero que nutram um pouco de esperança. Tirem férias dos sistemas, e passeiem por sua humanidade. Encontrem aquilo que coloquei de semelhante de mim em vocês. As coisas não se ajustarão de uma hora para outra mas, assim como eu, vocês romperão de vez com tudo isso um dia.”
[http://livrariadothiago.blogspot.com]

“De minha parte, tenho tentado argumentar mostrando-lhe que as culturas são somente “vasos”, “recipientes”, “receptáculos”, “canais” nos quais o Evangelho é transmitido. É bem verdade que a água toma a forma do recipiente que a recebe. É como diziam os antigos: Quidquid recipitur ad modum recipientis recipitur - tudo o que se recebe, se recebe segundo a forma do recipiente. Entretanto, a forma geométrica do recipiente pode variar, mas a água permanecerá sendo o que é em-si. Ou, de outra forma, o recipiente é relativo e contingencial, e o conteúdo é absoluto e necessário.”
[e-mail recebido da Rúbia, uma grande amiga]

estratégias ultrapassadas

pantomima3

Quando pensei em vir a Jocum imaginei que muita coisa mudaria em meu modo de ver as coisas, que eu seria curado das minhas dores e que Deus daria direção para o meu ministério. Tudo isso tem acontecido, só que numa proporção e sob uma ótica que eu não imaginava. Chegando aqui eu descobri que eu não sou o centro, que o meu próximo deve ser o principal alvo de minha preocupação. Mais do que isso: descobri que meu modo de ver missões, evangelização, o “ganhar almas”, estava muito, mas muito a quem da realidade do mundo que vivemos.

Hoje vejo o quanto nós como igreja estamos alienados com relação ao mundo ao nosso redor. Não entendemos o grito de nossa geração porque simplesmente não paramos para ouvi-la. É mais cômodo nos encondermos em nossas igrejas, “fugindo do pecado” e não nos relacionando com “os pecadores”. Quanto preconceito, cegueira e religiosidade. Onde estão os profetas do nosso tempo? Onde estão aqueles que ouvem e entendem o grito da nossa geração?

Durante uma das aulas, um professor falou de algo que ficou martelando em meu coração. Quem vai alcançar essa moçada que passa o dia inteiro trancada em uma quarto, em seus jogos de computador, suas amizades virtuais e quase nenhum contato com o mundo fora das suas quatro paredes? Alguns deles só se encontram com os seus amigos virtuais pessoalmente quando decidem tirar sua própria vida, por entender que ela não vale mais a pena. De que maneira nossas “estratégias de evangelismo” alcançarão essas pessoas? Teatro de pantomima? Entrega de folhetos/panfletos? Impactos de rua? Pregações e gritos a plenos pulmões em praça pública? Concentração de adoração? Tá na hora de repensar o modo como revelamos o reino de Deus ao nosso próximo.

Uma dica: relacionamentos!

 texto postado em “ETED Comunicadores“, blog-diário.

mais do que palavras

digaaomundo

Assistindo a aula de cinema, ouvi algo muito interessante e que me fez pensar. Imagina um filho que saiu de casa para curtir o mundo, curtir a vida, sem limites morais. Um dia ele decidiu voltar pra casa e, declarando seu amor ao pai, reconhece todos os seus erros. O pai, demonstrando todo o seu amor , o perdoa e diz: “Agora vá e conte ao mundo sobre o meu amor”. E o filho continua falando: “Pai, eu te amo! Pai, eu te adoro! Pai, você é tudo pra mim!”. O pai ouve tudo, agracede e diz: “Eu sei filho, mas vai, conta ao mundo!”. Mas o filho não para de declarar o seu “amor”. Alguem sabe do que eu estou falando? Quem? Ali atrás, alguem disse “mantra gospel”? Hein? Alguem mais?

L’Abri no Brasil

eted

“Em 1970 eu estudava em L’Abri, uma pequena comunidade de estudo fundada pelo dr. Francis Schaeffer, nas montanhas da Suíça, para onde pessoas de todas as partes do mundo se dirigiam a fim de tentar fazer com que sua vida e suas condições de vida tivessem sentido à luz da verdade cristã. A vida em L’Abri estimulava nossas percepções. Muitos de nós vínhamos de uma formação que nos incentivava a categorizar toda a cultura como algo cristão ou não-cristão, espiritual ou carnal.” (Cristianismo Criativo? - Steve Turner)

Nunca imaginei que ao decidir vir a Jocum para fazer a ETED Comunicadores, Deus na verdade estava me trazendo para uma L’Abri em Curitiba. Um lugar onde somos levados a questionar nossos valores, aquilo que cremos e aprendemos, tudo a luz da Bíblia. Não tenho muito o que explicar, nem quero falar muita coisa agora, porque tudo é muito novo, os questionamentos estão muito fervilhantes na mente e uma chuva de verdades diferentes das minhas ainda ocupa minha mente. É tudo muito bom, tudo muito forte e é muita luz sobre minhas idéias nebulosas. A pergunta que fica aqui é o que fazer com tanta luz? Me vêm a mente o trecho bíblico que diz sobre conhecer a verdade e ser livre por ela. E entendo que não estou muito acostumado com essa liberdade, sem saber direito o que fazer com ela, pra quem falar ou com quem compartilhar. Não sei se estou me fazendo entendido, mas o que me enche de bolhas no estomago é saber que esse é ainda o primeiro de cinco meses de aprendizado e mudanças para toda uma vida.

Mais informações no eted.wordpress.com

só não participa quem não quer

Alguém conhece um Deus maior que o meu? Alguém conhece outro Deus que se compadeça dos seus filhos e os ame além deles mesmos? Alguém conhece outro Deus que supre todas as necessidades daqueles que declaram confiar em seu amor e cuidado eterno? Estou certo que não!

Nesse tempo de levantamento de sustento pra ETED, eu tenho descoberto uma nova face de Deus: aquele que chama e se responsabiliza. No início meu maior desafio era fazer as pessoas acreditarem no meu chamado e que esse era o tempo de Deus pra mim. Depois veio a fase de ter que deixar o trabalho de cinco anos (com carteira assinada) e decidir trancar a faculdade. E ai veio a fase atual, o DSM, Desenvolvimento de Sócios Ministeriais. E Deus tem me surpreendido. De quem eu mais esperava, ainda não tive apoio. De quem eu nem imaginava, recebi total confiança. E aos poucos as pessoas estão aceitando o desafio de investir em missões através da minha vida (orando, indicando pessoas e compartilhando recursos).

Falta um pouco mais de um mês para o início da escola. Ainda não comprei a passagem e nem paguei a inscrição da escola. Ainda não tenho também o valor completo da mensalidade. Mas dentro de mim existe uma convicção de que Ele continuará suprindo cada uma de minhas necessidades.

Você também pode participar desse projeto. Saiba como aqui.

Outra forma de contribuir
Talvez você não tenha se identificado ainda com nenhuma das formas oferecidas para que você se envolva nesse desafio. Na semana que vem eu vou te oferecer mais uma: lindas camisetas Zot, com renda total revertida para esse projeto. Ainda não sei qual será o preço, nem as cores. As artes estão em fase de finalização. Estou pesquisando os preços de frete para as diversas regiões para que você possa contribuir dai mesmo, de onde você está, sem sair da comodidade do seu lar.

Toh sem dinheiro. Tem mais nenhum outro jeito de participar, não?!

Você desenha? É ilustrador, designer? Faça como meu amigo Jota, sugira uma estampa para impressão em camiseta. Me envia um e-mail ou um comentário aqui mesmo no blog que eu te passo mais informações e especificações de tema, cores e estilo.

Só não participa quem não quer, né! Divulgue essa idéia! Participe!

perdão você

Tava refletindo sobre graça, depois de ler tanta coisa na blogosfera sobre isso. Li no blog do Thiago Mendanha sobre vingança e fiquei lembrando de algumas coisas que eu vi, vivi e ouvi nesses meus poucos anos de vida.

Lembrei de uma pessoa que eu feri muito uma vez, que com minhas ações egoístas, imaturas e adâmicas eu machuquei, com o agravante que ela (a pessoa) confiava muito em mim. Lembro de que após algum tempo do acontecido eu tentei me reaproximar, com uma esperança de que as coisas poderiam voltar ao que eram antes. Eu estava consciente do meu erro, e resolvi me humilhar e pedir perdão. Fiz isso uma vez… fiz duas vezes… e na terceira meu coração sentiu paz quando ouvi Deus me dizer que eu já tinha feito a minha parte, que Ele já havia me perdoado e que não devia me humilhar para sempre repetindo seguidos pedidos de perdão. Hoje não sinto peso algum de culpa, mas fiquei me perguntando se a ferida tinha sido tão profunda ao ponto de que as insistentes tentativas de reconciliação não surtiam efeito algum na outra pessoa.

E eu fiquei pensando que na verdade o que queremos, quando somos feridos e magoados, é vingança. Não a vingança de “vou te fazer a mesma coisa que você fez comigo”, mas vingança no sentido de senso de justiça própria. É amarrar o outro numa culpa sem perdão, na ilusão de que assim estamos dando ao outro o que ele merece, quando na verdade somos nós que sofremos. “Ele não merece o meu perdão!”, “Ela não merece que eu esqueça o que me fez!”. Um senso de justiça que não imita aquele que nos perdoa todo dia, toda hora, a cada arrependimento, sem limite, sem restrições, graça pura, graça incompreensivel.

Falo minhas as palavras do Ricardo no fotolog dele: “com certeza Ele fecha os olhos pra quem eu fui e pra o que resta disso ainda hoje em mim. Ele olha somente para o que eu sou nEle e para o que ainda posso ser. Por isso ele é bom comigo: por causa dele mesmo.”

Ainda bem que Ele me ama além de mim mesmo, e me perdoa embora eu não mereça.

lá vou eu!

eted

Chegou hoje! Nesse instante, no meu e-mail. Alguem ainda tinha dúvidas? ETED Comunicadores 2008 lá vou eu!

Almirante Tamandaré - Grande Curitiba-PR | Novembro de 2007

Prezado(a) Elianderson Nicácio

É com grande satisfação que, por meio desta carta, informamos a você que o seu formulário de aplicação para a ETED Comunicadores 2008 foi avaliado e aceito em todos os critérios necessários.

Estamos ansiosos para poder ser parte daquilo que Deus tem para a sua vida durante esse tempo. Nós cremos que você é uma resposta de oração e que sua presença aqui será de grande riqueza para as nossas vidas.

Nós cremos que essa escola busca discernir os planos de Deus para levar cada um à capacidade de servir no Seu Reino, produzindo frutos segundo suas espécies.

Então, seja bem vindo à ETED Comunicadores!

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Envolva-se em missões! Saiba como aqui!

eu morro, em pernambuco

Cheguei ontem ao meio dia a essa cidade tão… tão… tão agitada, louca e quente, mas que tem um povo apaixonante. Conhecendo pessoas que a muito desajava ver, revendo outras que eu estava com saudade e, acima, trabalhando, porque foi para isso que eu vim. Foi? Será?
Depois de ontem a noite eu tenho minhas dúvidas quanto a real intensão dessa viagem, não falo da minha intenção, mas do propósito de Deus em me trazer aqui. Ontem foi a noite mais fera dos últimos dois ou três meses, o dia em que fui mais ministrado por gente louca, mas que ama a Deus acima de tudo. O papo com Miriam e Vanessa foi ótimo, show de bola, mas conversar com Daniel logo mais, até altas horas da madrugada, foi forte demais pra mim. Conversamos sobre como, muitas vezes, seguir a Deus e fazer a sua vontade era confrontador e quanta morte essa decisão exigia.
“Quer ser igual aos outros? Quer ir junto com a turma? Pode ir, mas você sabe que não vai ser saciado, logo vai voltar vazio, sem mim e pra mim!”, Deus uma vez disse a Daniel. E eu quieto na cama, ouvindo tudo e sentindo o meu estomado todo remexido. Não seria possível! Mas eu achava que eu era o único confrontado na escolha entre ser igual ou simplesmente aceitar que os chamados são diferentes, pensam diferente, sonham diferente. Não são aceitos, não são compreendidos, não recebem apoio das pessoas que ele ama, são solitários, entram em crise por não entender, simplesmente, porque ele não é feliz sendo igual a todo mundo. E isso é morte, morte pra minha própria vontade.

Eu morro mais um pouquinho aqui, morri um pouquinho mais ontem e vou morrer mais nesses próximos dias. Porque sem Ele eu morro, com Ele eu morro também. Entre morrer com ou sem Ele, eu prefiro morrer com Ele. E eu fico aqui, morrendo em Pernambuco.

visão de reino

post

Comecei o DSM (antes tarde do que nunca). Eu sei que estou bem atrasado, mas eu realmente não pude fazer isso antes. DSM é o processo de levantamente de sustento ou Desenvolvimento de Sócios Ministeriais. Tudo isso para que se torne possível a realização de um sonho que nasceu em meu coração a mais de seis anos atrás: a ETED (Escola de Treinamento e Discipulado). E nesse tempo de DSM eu fico me perguntando o que as pessoas pensam quando as abordo com o desafio de se envolver em missões investido nesse projeto, e penso que alguém pode chegar e simplesmente falar: “Me dê uma boa razão para que eu banque o seu sonho mensalmente! Você deixou trabalho, faculdade, casa, para viver com o dinheiro dos outros?”. E eu penso que se alguém me falar isso ela não está de toda errada. Mas também saberei de cara que ela é alguém que entende a sua missão, mas que não tem visão. Alguém que investe no treinamento de outro que está disposto a doar seu tempo e sua vida para o resgate de vidas, deve entender que não se trata do investimento em uma pessoa, mas é um investimento no reino de Deus. Gosto muito da definição do C. S. Lewis no livro “Cristianismo Puro e Simples”:

“Um território ocupado pelo inimigo — assim é este mundo. O cristianismo é a história de como o Rei por direito desembarcou disfarçado em sua terra e nos chama a tomar parte numa grande campanha de sabotagem.”

Investir no meu sonho não é investir em mim, como pessoa, mas investir no reino de Deus. É equipar aguem que se dispôs a partir desse grande campanha de sabotagem com seus dons e talentos.

Se informe! Divulgue esse projeto pra outros! Participe!  Você também é convidado! Eu te desafio a se envolver em missões!

te desafio a se envolver!

Quando ainda era bebê, mesmo antes de ter nascido, minha mãe entregou a minha vida para Deus. Para ela não havia outra razão para minha vida senão amar a Deus e servi-lo. Com o passar do tempo muita coisa mudou. Eu cresci, vivi momentos de alegria, de crise, de confusão, aprendi com meus erros e vibrei com meus acertos, e amadureci. Mas uma coisa sempre esteve firme em meu coração: Deus era o motivo central da minha existencia. Era como algo latente, que corria entre minhas veias, pulsando com o sangue que vai ao coração. Hoje muita coisa faz sentido, mas não foi sempre assim. Minha única certeza em todo o meu tempo de vida, até aqui, sempre foi que eu não saberia viver e não seria feliz se não fosse para agradar àquele que me deu a vida, servindo a Ele com os dons e talentos que Ele me deu.

Em Janeiro eu estou embarcando na viagem mais louca da minha vida. É também o maior sonho que eu já tenha concretizado. Fazem anos que eu tenho desejado isso. Em janeiro estou indo para Curitiba, mais precisamente para a base da Jocum em Almirante Tamandaré. Agora em Dezembro estou deixando o meu trabalho e trancando a faculdade. Ficarei seis meses fora na ETED - Escola de Treinamento e Discipulado, sendo que essa escola é especial porque é uma escola para comunicadores (designers, publicitários, jornalistas…), onde aprenderemos a aplicar os nossos dons e talentos de forma eficaz e com a motivação correta no reino de Deus. Estou preparando um material que explicar melhor do que se trata a escola e como você pode contribuir com esse sonho (logo mais eu posto aqui). Sim, você pode envolver-se em missões investindo financeiramente ou orando por esse projeto . Se quiser saber como, deixe um recado a baixo, que eu lhe enviarei mais informações.

Eu sei, é loucura! Mas a decisão já foi tomada! Deus conta comigo. Eu conto com você! Te desafio a se envolver!

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